Lars von Triers as volta com a pulsão de morte de novo. Depois de Dogville combina uma  análise da relação homem-mulher, a história da bruxaria que são em última instância  uma investigação fulgurante sobre o real do gozo feminino. Peturbador e instigante o filme é uma crítica arrazadora das terapias da normalização. O homem que vai ” tratar ” o medo da floresta numa era em que os sonhos – ou melhor os pesadelos- não teriam mais importância e onde Freud estaria morto -depara-se com o insondável do gozo feminino. Das extraordinárias imagens iniciais em câmera lenta do ” acidente mortal ” com o filho  até a exibição da não-relação sexual que vai da violência dos atos até a auto-mutilação.
Não se trata absolutamente de um filme de terror.  E há mesmo fascinantes e belas imagens da floresta. Tudo em cor sépia…
Sem efeitos especiais mas com câmeras de alta qualidade.
Siderante.

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