A75P915CA2B50FZCA6KFU75CA0OG9T3CAHZ8BWWCA3XF757CAAQ42JACALAK232CA0Y0YEDCAXHVU5YCA69SNCACAYKOUH4CAEEACNACAB83798CAKHUGDCCA9R7PBKCAF2X0BXCA3KEW21CA5TIRJLhvmnNesta hora em que triunfa a cultura do corpo, em que uma parte imensa dos meios de comunicação se volta para o esporte, no sentido que tem na atualidade, o esporte auxiliado e sustentado pelo discurso científico com o objetivo de alcançar records, o esporte no sentido da competição, de alcançar uma possível aretê, tem seu estatuto posto em questão.

Em certas categorias do esporte só indivíduos com mais de um metro e noventa competem e esta tendência parece predominar e se extender. Sob o impacto da ciência e da técnica, das vacinas e da melhoria da alimentação o corpo da população mudou radicamente com o tempo. Mas as tendências extremas da medicalização do corpo no esporte fazem com que a fronteira entre o uso racional e positivo da medicina se transforme numa fabricação artificial de resultados cujo contrôle  é muito difícil.

O futebol, por outro lado, o esporte que polariza as atenções do mundo, é um elemento do modo de vida ou do modo de gozo de um grande número de brasileiros. è o que nos qualifica em primeiro lugar para sediarmos uma olímpiada, depois de uma copa do mundo. Somos neste ponto os primeiros, mas por quanto tempo.

Por outro lado a atenção excessiva e quase exclusiva dos meios de comunicação , principalmente a tv a atividades corporais, ou a culinária, ou badalações de atores e atrizes ou de um burguesia futil mostra que um longo caminho precisa ser trilhado para que formas superiores de cultura possam ser veiculadas, combinadas as populares  nos meios de comunicação de massa.

Quando se vê uma elegante e bonita cozinheira falando que “as olímpiadas vai ser realizada no Rio de Janeiro, mais de uma vez ou uma atleta que participou de várias competições olímpicas dizer que prefere Barcelona por ser o melhor país, vemos que a gramática, a sintaxe, uma ética do bem dizer ou o mínimo saber da geografia e da história faltam dramaticamente.

Sem falar, da permanência de velhos programas que não mudam, do grau zero de inovação na tv, por décadas, ou ainda do gosto dos autores de novelas por Paris século XIX, do Sacre-coeur a Torre Eiffel, e nada mostrando de tudo o que a capital francesa apresenta hoje, vemos que malgrado a globalização, a mundialização estamos ainda numa quase Idade Média mental, por que não dizê-lo?

As olimpíadas estão neste momento em que a face do Rio, em crise desde o deslocamento da capital para Brasília, pode se reerguer. O esporte neste ponto contribuirá muito. Mas é preciso mudar também a cultura, da gente da tv e também dos esportistas.

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