Arquivo por categoria esporte e Olimpíadas no Rio

Do viaduto Oscar Brito até o belvedere na dutra um trecho abandonado, em termos de obras e manutenção pelo Governo Federal, da antiga Rio são Paulo é um exemplo de engarrafamento permanente. Ele atravessa Nova Iguaçu com a Zona do Guandu, seropédica, com a região da Universidade Rural, toca Itaguai.

É o exemplo do caos urbano do Grande Rio, região metropolitana sem qualquer planejamento unificado. Atestado de falência de políticas públicas da esfera federal, do congresso, do estado e de vários municípios. Nenhuma propaganda permite ignorar esta enorme fracasso, esta ferida aberta na Baixada Fluminense, onde o trânsito está em estado de engarrafamento continuo. É um estado mortal para a população. E um halo de demagogia sopra sobre  a política das futuras eleições.

mas o povo, a população está consciente, porque suporta o pior cada dia.

É o que se pode chamar o grau zero da política pública em todos os níveis.ZERO.

 

Elevado do Joá condenado pelo clube de engenharia. Teto do engenhão condenado por uma firma alemã!. Um interditado. O outro continua funcionando, só com reparos.

Será que para a prefeitura só valem os laudos  dos que supervisionam as obras da Copa e da próxima Olimpiada.?

VENICE -Art and Architecture – Organizado por Giandomenico Romanelli

Editado por Koneman em dois volumes trata- se de um panorama muito completo da história das artes em Veneza.
Tiziano, Tintoretto, Giorgione e muitos outros compõem uma ampla galeria de artistas que cobra uma parte da história da pintura veneziana e italiana.

Loughborough- Tecno-ciência para o esporte olímpico na Universidade

Loughborough é o principal campus universitário da Inglaterra na área do esporte. As federações esportivas internacionais não dispõem de equipamentos e infraestrutura que a ela se compare.

 Sua piscina e sua pista de atletismo, assim como sua imensa sala de atletismo chamam fortemente a atenção. Na sala de atletismo o sonho do panótico, a imaginação mais louca dos primeiros cienastas a filmarem o movimento humano tem a sua capacidade multiplicada. Há cerca de quarenta câmeras que filmam  os ginastas em ação a partir de todas as perspectivas, de todos os ângulos. Estas imagens vão ser tratadas pela computação para fazer modelos como se fossem jogos de vídeo. Novas técnicas podem sair deste trabalho .

O custo para cada atleta por ano é de cerca de 3400 euros. A Universidade é o laboratório mundial para os jogos Olímpicos de 2012 na capital inglêsa. Esportistas  jjaponeses preparam-se aí para os próximos jogos.

A pesquisa esportiva gasta aí por ano cerca de 5 milhões de euros, estudando a performance dos materiasi. As grandes marcas do esporte estão associadas a este trabalho.

 Estuda-se também aí a melhor bola para a próxima Copa do Mundo. Estuda-se as bolas, seus choques e trabalha-se as imagens pela computação em três dimensões.

Para a Olímpiada do Rio qual vai ser o dispositvo técnico-científico que vai ser montado? Será que vai haver algum?

Para além da Cultura do corpo- o esporte e a transformação da cidade do Rio de Janeiro

A75P915CA2B50FZCA6KFU75CA0OG9T3CAHZ8BWWCA3XF757CAAQ42JACALAK232CA0Y0YEDCAXHVU5YCA69SNCACAYKOUH4CAEEACNACAB83798CAKHUGDCCA9R7PBKCAF2X0BXCA3KEW21CA5TIRJLhvmnNesta hora em que triunfa a cultura do corpo, em que uma parte imensa dos meios de comunicação se volta para o esporte, no sentido que tem na atualidade, o esporte auxiliado e sustentado pelo discurso científico com o objetivo de alcançar records, o esporte no sentido da competição, de alcançar uma possível aretê, tem seu estatuto posto em questão.

Em certas categorias do esporte só indivíduos com mais de um metro e noventa competem e esta tendência parece predominar e se extender. Sob o impacto da ciência e da técnica, das vacinas e da melhoria da alimentação o corpo da população mudou radicamente com o tempo. Mas as tendências extremas da medicalização do corpo no esporte fazem com que a fronteira entre o uso racional e positivo da medicina se transforme numa fabricação artificial de resultados cujo contrôle  é muito difícil.

O futebol, por outro lado, o esporte que polariza as atenções do mundo, é um elemento do modo de vida ou do modo de gozo de um grande número de brasileiros. è o que nos qualifica em primeiro lugar para sediarmos uma olímpiada, depois de uma copa do mundo. Somos neste ponto os primeiros, mas por quanto tempo.

Por outro lado a atenção excessiva e quase exclusiva dos meios de comunicação , principalmente a tv a atividades corporais, ou a culinária, ou badalações de atores e atrizes ou de um burguesia futil mostra que um longo caminho precisa ser trilhado para que formas superiores de cultura possam ser veiculadas, combinadas as populares  nos meios de comunicação de massa.

Quando se vê uma elegante e bonita cozinheira falando que “as olímpiadas vai ser realizada no Rio de Janeiro, mais de uma vez ou uma atleta que participou de várias competições olímpicas dizer que prefere Barcelona por ser o melhor país, vemos que a gramática, a sintaxe, uma ética do bem dizer ou o mínimo saber da geografia e da história faltam dramaticamente.

Sem falar, da permanência de velhos programas que não mudam, do grau zero de inovação na tv, por décadas, ou ainda do gosto dos autores de novelas por Paris século XIX, do Sacre-coeur a Torre Eiffel, e nada mostrando de tudo o que a capital francesa apresenta hoje, vemos que malgrado a globalização, a mundialização estamos ainda numa quase Idade Média mental, por que não dizê-lo?

As olimpíadas estão neste momento em que a face do Rio, em crise desde o deslocamento da capital para Brasília, pode se reerguer. O esporte neste ponto contribuirá muito. Mas é preciso mudar também a cultura, da gente da tv e também dos esportistas.

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