Arquivo para maio de 2015

Debate sobre AS INTERSECÇÕES NO MUNDO DAS ARTES- Obra, mercado de arte, museus em ipanema reúne Daniel Senise, um colecionador que está ligado ao mercado financeiro , um curador Pablo Leon de la Barra, mexicano do GUGGENHEIN=-NEW YORK, E UMA GALERISTA VIVIAN GANDELSMAN QUE PRESIDIA A MESA NO BISTRO RISO

Organizado por Artcurial em Ipanema no BISTRÔ RISO, pude dizer que ao sistema de artes do Rio não está inserido no sistema internacional de artes como São Paulo que tem desde o fim da segunda guerra mundial uma BIENAL. A decisáo de não construir um Guggenhein no Rio selou este destino paroquial da cidade.
Em seguida o prefeito César Maia construiu a cidade da Música que custou um bilhão, e foi depois chamada cidade das artes. É DISCUTÍVEL QUE ESTA FUNÇÀO ESTEJA SENDO CUMPRIDA.
NOVOS MUSEUS SÀO CONSTRUIDOS. EM COPACABANA SE CONSTROI UM NOVO MUSEU DA IMAGEM E DO SOM, O MAR MUSEU DO RIO, GERIDO PELO ESTADO, JÁ EM FUNCIONAMENTO E UM MUSEU DO FUTURO CUJA INSCRIÇÀO EM UMA ERA DE EXPLOSÀO DE NIVDADES TÉNICAS É DIFICIL. E A FUNÇÀO INTERNACIONAL DE UM MUSEU EFETIVAMENTE GLOBOAL FALTA. OS ARTISTAS NA ERA DA INTERNET, NA ERA DIGITAL SE ARTICULAM AO MUNDO. MAS O SISTEMA DE ARTES AQUI É PAROQUIAL. HAJA VISTO QUE NÀO HÁ UM MERCADO DE OBRAS INTERNACIONAIS AQUI. TUDO O QUE É LEILOADO É VENDIDO COMO ATRIBUIDO, NÀO HÁ GARANTIA ALGUMA DE QUE SEJA AUT6ENTICO.
QUANTO AO MERCADO , O QUE PUDE ENTENDER É QUE ELE SIGNIFICA ESPECULAÇÀO, COMO FOI DITO, OU A ARTE DE AUMWNTAR OS PREÇOS.

A Escola de Lacan e a formação do analista importante livro de MIRTA ZBRUN

O que é a Escola de Lacan? Frente as Escolas de Filosofia antiga? frente à organização da IPA? frente ao conceito lacaniano de sujeito e frente à natureza da falaser?

1- No meu trabalho procurei delimitar a especificidade do conceito lacaniano de Escola que não está inscrito no discurso universitário. As escolas filosofias antigas eram escolas onde se reforma a ciência e se reformula a ética.

2 – Na organização da IPA longe de ser uma Escola é um dispositivo regrado por normas exteriores ao sujeito que devem ser alcançadas por todos e desse modo tem se abandonada a herança de Freud sendo ele sometido a um revisionismo que modificou alguns de seus conceitos fundamentais. Tal orientação abandou a experiencia do inconsciente em proveito de uma psicologia do ego.

3- O sujeito lacaniano do inconsciente se realiza de uma maneira privilegiada na’experiencia analítica’ que significa uma verdadeira mutação subjetiva, quanto ao falaser ele implica fundamentalmente a dimensão de gozo no que ela toca o corpo, enquanto corpo falante. Essa dimensão fundamental sera discutida no próximo Congresso da AMP em abril de 2016 no Rio de Janeiro. Este virá a confirmar do debate teórico promovido por Mirta Ana Zbrun.

Mirta Zbrun analisa o caso Hans Eppendorferer na tese de Manoel Motta.

A tese de Manoel Motta trata da criminalidade a luz da psicanálise lacaniana com os conceitos da teoria freudiana, com o ensino de Lacan e com as elucidações da orientação lacaniana de Jacques – Alain Miller. O três Registros lacanianos, Real, Simbólico e Imaginário lhe servem de baliza. Analisa com profundidade casos de crimes que se tornaram famosos pela sua repercussão na sociedade da época e pelos estudos que suscitaram no campo da psicanálise. (p.15)
Delimita nesse estudo um campo de investigação próprio, “o estudo da passagem ao ato em sujeitos criminosos”. Os apresenta sobre um novo ângulo: a passagem ao ato como resultado de uma lógica própria. Lógica que supõe três momentos vividos por esses sujeitos criminosos: pensar, ver e concluir em relação ao objeto. Trata-se do objeto real da psicanálise, o objeto a, do ponto de vista de sua de extração do campo da realidade, o que significa um corte da realidade. Da orientação lacaniana a tese se vale em especial do conceito lacaniano do gozo, do gozo Outro na psicose, da presença do empuxe a mulher, com as consequências clinicas. E ainda da noção chave e mais original no ensino de Lacan, a “extração do objeto a do campo da realidade”. O estudo de todos os casos contribui para uma atualização, uma nova compreensão do que se denomina como uma ‘teoria psicanalítica das Psicoses’.
O caso Hans Eppendorfer
No caso Eppendorf, que nos ocupa hoje, a tese estuda a realização pelo sujeito de uma passagem ao ato, possibilita a análise de noções de passagem ao ato e extração do objeto. Trata-se, segundo a tese de Manoel, de um crime do registro do Imaginário de um sujeito psicótico na realização de uma passagem ao ato. Este caso, como os outros presentes na tese é estudado sob um conjunto de noções e conceitos psicanalíticos: a Verwerfung ou forculssão do Nome do pai, a Repetição, a Pulsão, as Suplências e a estabilização nas psicoses e sinthome. Encontramos um estudo rigoroso sobre a passagem ao ato passagem relativa à diferença entre real e realidade e a forclusão lacaniana, permite não confundir a psicose com uma espécie de recalque originário, a tese postula a través do uso desses conceitos “uma estrutura para a psicose”.
Uma lógica é própria a esse ato, que vai da ideia ao ato, até a sua passagem ao ato, percurso que parecem percorrer todos os sujeitos analisados na tese. De diferentes maneiras e por diferentes motivos, todos partem de uma ideia que os levará a sua meta, ao fim pulsional: a consumação do ato, o que o se define como “passagem ao ato”. O ato criminoso terá seu destino comandado por acasos. O tal ato criminoso perverso é o elemento fundamental prévio de uma série. Pensar o ato como um drama teatral que o publico assiste. O autor da tese afirma que “não existe uma clínica da perversão criminosa”. Nas confidencias de Eppendorfer podemos encontrar um esclarecimento fecundo dos assassinatos sim motivo e da passagem ao ato, assim o considera Jean Claude Maleval. (Assassinatos imotivados e função da passagem ao ato em sujeitos psicóticos. Quarto, Bruxelas, n. 71, 2000) .
Com 16 anos Hans Eppendorfer se considera a margem da sociedade, jovem alemão frequenta a comunidade mórmon, onde encontra uma mulher mais velha e inica com ela uma amizade. No dia anterior ao crime ele se encontra estranho, um sentimento de despersonalização o invade. Nesse dia em conflito com a sua mãe. Vai a visitar sua amiga mórmon sem aparente motivo, ele descreve assim o que aconteceu na visita em que se dará o crime: ela vai à direção dele, e de repente sem aparente motivo algo explode nele. Ele não recorda o que se passou e não havia testemunhas. A mulher se fez terna, o tomou em seus braços e ele confessa, algo explodiu. (H. Eppendorfer, L’home du cuir. Paris, 1980) De repente ele se encontra com o martelo na mão e o lançou sobre ela. Ele descreve assim a vitima após o crime: “suas feridas como completamente loucas, seu crânio nada tinha, ela se sufocou com seu sangre, e sua língua se separou da sua garganta”. Esta descrição cria uma distancia considerável entre a vitima e o ego do sujeito, uma distancia entre o ato e o ego do sujeito, porem conserva a alucinação que sobreveia ao ato: viu o rosto da sua mãe, o viu desfigurado e então o atacou ainda mais, depós foi correndo para casa. Preso nesse mesmo dia ficou 10 anos na prisão e na saída se tornou escritor e se junto a comunidade gay, a escrita teria contribuído para sua estabilização. Tal versão do pai, o pai versão teria funcionado como estabilizadora da sua psicose.
Duas questões que o caso me suscita:
Como entender esta passagem ao ato
1- Na alucinação após o ato, alucinou o rosto da sua mãe associado as caricias masturbatorias da mulher mas velha, sua amiga mórmon e sal vitima. Foi como se verá no desenlace dessa relação o que chamamos de um “mal encontro”.
2- Filho natural foi criado pela avó quando a mãe morreu, certamente o amorodio que sentia por essa mãe vinha da carência da mediação do nome – o- pai e as iniciativas amorosas da que fora sua vitima despertam a angustia do incesto, da cena primaria e apresentava um Outro gozador. Então no caso o incesto é um gozo de um objeto que está proibido, a mãe ela esta de alguma maneira a seu alcance. Não havendo a interdição do objeto incestuoso, o objeto não se constitui como perdido, ele não alcança a qualidade de desejo. Não se estabelece o que desde Freud se chama a castração simbólica.
3 – As passagens ao ato nesse caso provem de uma estrutura psicótica, a forculsào do nome do pai, a ausência radical de da lei, impossibilitava a castração e a separação dessa mãe sentido como Outro gozador. O assassinato traz para o sujeito Eppendorfer um grande alivio, pois algo ruiu dentro dele e um dique explodiu nesse instante, escreve, ele se separou assim definitivamente da sua mãe, enterrando no rosto ensanguentado da vitima, todo seu rancor, toda sua vingança por essa mãe.
4- Teremos efeitos terapêuticos nessa passagem ato:
a) uma mutação subjetiva em elação a sua mãe: ela torna-se uma estranha;
b) ouve uma separação do objeto incestuoso: a extração de um objeto que não tinha sido realizada.
c) o ódio por ela desaparece e após seus anos de prisão, quando escreve sobre ela diz: sento por ela uma estranha indiferença.
d) o fato de ser preso introduz a lei, que permite logo sua estabilização, finalmente o fato de ser aprisionado funciona como encontro com a lei e a mudança dos mormos para os homossexuais, implicaria uma suplência que acompanha essa estabilização da sua psicose. Uma espécie de enlace de RSI trazido pelo real do crime. (Cottet, 2009, p.340)
Como entender o gozo do Outro na passagem ao ato e seu efeito de cura.
A angustia pode chegar a um estado paroxístico e o sujeito pode fazer frente a ela pode por meio de seu ato, seria algo assim como um esforço desesperado para dela se ver livre. Na ausência da mediação simbólica e do desejo obsceno do Outro e o seu desejo, mo na falta da dialética da linguagem, ele se vê frente ao ”gozo obscuro”, o “gozo opaco” do Outro e a confrontação com o desejo (?) constitui uma conjuntura de desencadeamento. Entre o gozo obseno do outro e o desejo, nessa cojuntura perturbadora se da o desencadeamento em que se produz a passagem ao ato.
Em Eppendorf, quando a mulher mais velha avança eroticamente sobre ele, a o sujeito se lhe apresenta o Outro gozador. Então ele responde, como sujeito psicótico, com um ato de sacrifício, doa uma parte de seu corpo por ex. uma orelha. Ou bem como no caso ser aprisionado numa relação especular: ela foi algo catastrófico porque não lhe inspirava nenhum desejo, não estava ai o véu da fantasia para poder sim contornar o circuito da pulsão. A fantasia sem nenhum véu, o que foi insuportável. Ter doado um objeto de gozo para cobrir a falta do Outro, é a solução buscada.
Porem ouve um mal encontro com o Outro que goza, estava ele ai diante da sua mãe, grande Outro gozador onde jamais ouve interdição de nenhuma Lei. E o desejo do Outro é sempre ameaçador para o psicótico.
A ausência da função do amor se apresenta como definitiva para falar do crime como do registro do imaginário no caso Eppendorf
Esta ausência do amor e de seu laço torna-se mais grave, pela ausência dessa função do amor, pois sem esse laço do amor, o Outro se torna alem de gozador, perigoso, um perigo eminente era sentido por Eppendorfer desde sua infância diante de sua mãe. Temia que o matasse, já que quis abortá-lo, assim se nota que a angustia estava presente antes que o ato se realizasse como passagem ao ato. Por isso que a tese pode afirmar que a causa da sua passagem ao ato, foi a ausência da mediação com o gozo do Outro, essa ausência foi o fator de desencadeamento do assassinato.
Conclusão
Podemos concluir que o assassinato sem motivo é uma tentativa de cura, o advento da castração e a extração do objeto a que vira a ser a causa do desejo. Hans Eppendorfer arranca do corpo da sai vitima o objeto parcial da sua pulsão, que provem de uma determinação inconsciente, ignorada pelo sujeito mais presente na sua estrutura. Não regido pela lei simbólica, e isso o psicótico o sabe, no caso ele arranca a língua da vitima, o objeto que gera a voz. De alguma maneira nestes casos a castração simbólica advém no real, o que cria esse efeito terapêutico de cura. Trata-se de um crime do registro do imaginário.
No caso Eppendorfer vemos que se pode unir o Ka kon, de Paul Guiraud, o que ele chama assim é o próprio ser do sujeito, seu Real, com o que era para Freud o ES, o coração de nosso ser, o ker unser vessen, com o que para Lacan é o objeto pequeno a, em tanto sua extração delimita, da o quadro, o marco à realidade. Porque o sujeito alienado tara de alcançar com seu golpe, não é o objeto golpeado, senão o Ka kon de seu próprio ser. Em Hans Eppedendorfer vemos isso se realizar num crime imotivado.
Nota: texto apresentado no Núcleo de pesquisa sobre “A lógica do contemporâneo. Psicanálise e cultura” do ICP. Rio de Janeiro, 4 de maio de 2015

Descarrilhante de trens no Rio perto de Nova iguaçu

Hoje 6 de maio uma longa caminhada dos passageiros da rede de trens da Supervia. do Rio de Janeiro é o que se vê na região próxima de Nova Iguaçu.É um trecho enormous de caminhada no trem do trilho, caminhada perigosa, penosa. Pedras soltas, caminhada exaustiva. Um trem descarrelhou na estação deste municipio da região metropolitana.Cerca de oito estações estào paradas e milhares de pessoas chegarào atrasada para trabalhar. 8 estações estào paradas.a rede Globo informou que nenhuma informação foi fornecida pela Supervia. As pessoas vão para a estação de Mesquita.
O secretario de transporte se contenta em lamentar. Infelizmente, etc.

Kantorowics sobre a destituição real ou Richard II de Shakespeare.

TWIN BORN WITH GREATNESS, subject to the breath
Of every fool, whose sensor no more can feel
But his own wringings. Whatsapp infinite heart’s case
Must kings neglect that privaste menos enjoy!…
Whatsapp kind of god art thou,that suffer’st more
Of mortal griefs than do thy worshippers?
Kantorowicz ressalta que são os aspectos humanamente trágicos da dupla natureza do Rei que shakespeare pôe no primeiro plano na sua peça e não seus aspectos legais. São estes aspectos que aparecem nestes versos onde o rei está subject to the breath of every fool.
Ele explica a forte presença da mitologia dos dois corpos do rei no plano jurídico não apenas no Plowden report mas também nos escritos de Joseph Kitchin e Richard Crompton, além das referências de Francisco Bacon a idéia de GREAT Britain que explicaria ‘a perfect union of bodies, natural and politic as well as natural”.isto por ocasião da ascenção de james I, que realizará a união das coroas da Escócia e da Inglaterra.
Kantorowicz considera que seria estranho que Shakespeare ” who mastered the linge of every human trade” ignorasse os aspectos jurídicos e constitucionais de uma doutrina tão conhecida pelos juristas e cortesãos de sua época.
Kantorowicz considera a dupla natureza uma concepção genuinamente shakespeariana e mesmo ele chega a dizer que está era sua concepção do homem em geral. Trata- se do que seria suA perspectiva antroplógica e filosófica.a duplicidade imaginária e simbólica do sujeito humano estaria no núcleo da concepção de Willian Shakespeare.