Arquivo para dezembro de 2014

Brasil- Polifonia do Presente. Dos Rios e da floresta amazônica, do pantanal no centro-oeste mato-grossense, das megacidades do Sudeste, das praias brancas e dos coqueirais do Nordeste, das cidades barrocas de Minas, do pampa gaúcho , de Salvador a Vitória, passando por Florianópolis e Manaus, e Terezina. Brasil- múltiplo e uno.

Interrogar o nascimento de uma nação é um exercício que os historiadores tem feito há muito tempo. Para muitos o Brasil só se constitui como nação com a separação de Portugal, com a independência política. É UMA ID[EIA COMUM E ACEITA.
AQUI NÁO TIVEMOS IDADE MÉDIA, NEM ANTIGUIDADE. OS HOLANDESES QUANDO CONQUISTARAM O NORTE DO BRASIL PAUTAVAM SUAS REFLEXÕES EM UM QUADRO JÁ MODERNO MAS NUTRIDO PELA ANTIGUIDADE CLÁSSICA.
Será a história uma forma de consciência de si?
Será uma forma de justifica/cão do presente pelo passado?
Há um momento em que a matéria do Brasil vai superar a matéria bíblica. No nosso caso a primeira dura pouco , o nome do pais terra de vera cruz, terra de cristo e da catequese vai rapidamente dar lugar ao nome de uma madeira, de um produto comercial , que mostra o lugar desta terra nova no turbilhão do mercado mundial nascente, no processo que vai levar a formação do capitalismo.
Mas aqui não há sagração do soberano, PORQUE ELE ESTÁ LONGE, só com a ascenção a independência, traço  exclusivo do Brasil no cenário americano.
Náo se trata apenas de recolher um conjunto de imagens, ou um quadro de rivalidades e agressividade
Mas de algo como os símbolos, os significantes mestres de nossa cultura.
Signos e símbolos do poder monárquico português vão estar presentes no Brail. E a Bahia vai ser sede de um vice-reino que vai se transferir em meados do século xviii para o rio de janeiro, face ao Ouro que flui em massa e mesmo os diamantes de MINAS.
NO IN[ICIO A IMAGEM DO PARAISO VAI HABITAR O PAIS OU O PAIS VAI HABITAR O PARAISO, ATÉ QUE UMA OUTRA IMAGEM DO TERRITÓRIO VAI SER FORJADA.
MAS ESTA HISTÓRIA SE FAZ NO CICLO OU NA LÍGICA DE CONFLITOS E VIOLÊNCIAS QUE VÃO SE CONFRONTAR COM A MULTIPLICIDADE DAS CULTURAS DOS POVOS QUE HABITAVAM ESTA PARTE DO NOVO MUNDO. >

Tudo no Brasil parece virar espetáculo: será verdadeiro este enunciado? Carnaval, macumba, procissão ou atos do parlamento?

A capital Brasília com  seus palácios, Catedral, museus, ministérios, uma geometria, triunfo do formal e do espaço curvo de Einstein, suas novas colunas, inovadoras frente ao Parternon, como disse Malraux.

Uma paisagem como a do Rio de Janeiro com seus picos e montanhas que emergem de outro tempo na sua baia. Natureza que com seu drma de pedra parece engolir a cultura, com esta população vestida de múltiplas cores a beira das praias, com a retórica exagerada na política. Da procissão barroca católica, aos mitos encarnados de Oxum, de iemanjá, que são múltiplos mas diversos do panteon grego ou latino.

Nascer para o Simbólico- nascimento da nação Brasil

Será que este nascimento se deu por um ato de posse quando Cabral teria tomado possa da terra chamada de Vera Cruz. Ou este nascimento se deu por uma carta, não roubada mas que circulou entre dois continentes, entre múltiplos mundos até chegar a D. Manuel I, rei de Portugal?

Toda origem vem do mito e aqui mítico é este ponto inaugural que anuncia o poder da palavra e dos atos de conquista . A epopéia era procurar dizer mais tarde o que haviam feitos os portugueses quando o pais de Camōes ia ser subordinado a Espanha.

CINEMA- The Hobbit- O Abutre- O crítico- Êxodo

No Hobbit os efeitos especiais`uma abertura sensorial para a dimensão da luz e das cores em movimentos luminosos, que se não são as imagens do paraíso de Dante são inéditas.

No abutre há sadismo e pulsão escópica e principalmente um discurso de um real sem lei, desarrimado de toda comunicação com o outro, o prazer voyeurista da morte.o jornalismo que se alimenta da curiosidade e do prazer de ver o sofrimento, a angústia e a morte do outro. O jornalismo da tv de madrugada que persegue acidentes, assassinatos, mortes, roubos. Uma realidade não apenas de Los Angeles, dos USA, mas muito brasileira.

No crítico, uma imagem do cinema e de seus clichês, da comédia romantica, entre a busca de uma mulher e de um apartamento. Entre a atitude intelectual e a experiência vivida havia uma distância. Não é uma reflexão ética sobre uma crise de um artista ou de um intelectual . Viver um clichê romântico. Abraçar os equívocos do amor. Repetir os cenários com a chuva por exemplo. Será que é mais do que isto?

o que nos mostra Ridley Scott com este novo Êxodo, com seus dez mandamentos,com Ramsés e Moisés?

Com caçador de Andróides, O gladiador, Prometeu ele tem direito a ser respeitado.A  crítica acusa o filme de racismo. Vamos o que ele nos mostra.
Ridley Scot introduz uma Tsunami na travessia do mar Vermelho.
Os cenários de Mênfis, os interiores palacianos do Faraó Sethi I impressionam muito.

Riverum, past Eve and Adam, from sverve of shore to bend of bay, brings us by a commodius vicus of recirculation back to Howth Castle and Environs.

Este é o ínício do Finnegans Wake, que termina com : a way a lone a last a love a long the que se encaixa com o início.

Umberto Eco, no fluxo do Rio interpreta o fluir da história humana, que se liga a baia de DUBLIN e aos pais da humanidade, aos ciclos de sua repetição, a partir da teoria de Vico, até o Here comes everybody, de Howth Castle e cercanias.

Lacan nos convida a interpretar com Joyce, com o sinthoma.

Com a linguagem aparelho de gozo.