Arquivo para junho de 2013

NÃO foi por ACASO que o movimento social que leva o Brasil a se agitar e gritar, tenha começado com um grãozinho de areia: o combate ao aumento do preço dos transportes. O Brasil não é mais o pais do futebol , mas do movimento social que vai de norte a sul, cobre dezenas de cidades paulistas, está em Belém, em Brasilia, em Vitória, no Rio e começou em São Paulo.

Os vinte centavos são a gota d’ agua que faltava para mobilizar os que viram obras faraônicas, cerca de 2000 bilhões de dólares para Copa e Olimpiadas empregues em obra de retorno social mais do que duvidoso. O sistema de trabsportes, o modo de vida na cidade estão levando a paralisia na vida para o trabalho e a insatisfação crescentes. Leva- se horas em transportes. Não há planejamento algum para as zonas metropolitanas. A situacão dos municipios das periferias dos grandes centros é ainda pior que no núcleo vital das grandes cidades. No Rio a zona Oeste e norte tem um sistema ferroviário e metroviário mais do que insuficiente.  A velocidade média dos veículos na cidade é de25 km por hora, menos do que os trens no inicio da revolução industrial. Há cada vez mais veículos e se anda cada vez mais devagar. Os investimentos em saúde  e educação são insuficientes. Na zona oeste não há hospital universitário e nem curso público de Medicina, apesar da expansão significativa do número de vagas no ensino superio públicO na Universidade Rural.

Insegurança pública, corrupção e uma insatisfação intensa com os políticos lançaram multidões nas ruas que as redes socias levaram a mobilizar- se.

Não se trata absolutamente de fascismo de classe média, Seja ela antiga ou nova, nem da plebe ou setores lumpen.

Há mil desejos insatisfeitos, mil aspirações reprimidas, sufocadas, procurando canal, procurando um caminho.

Onde te  orecária síntese, luz oculta na varanda dizia o poeta CDa? E. Em outro texto de Nosso tempo:

Meu nome é tumulto e inscreve- se na pedra.

Uma nota final. As pedras, os paralelepidos das ruas de Paris eram para Lacan uma modalidade do objeto pequeno a, causa do desejo. No Brasil petit a, foram os precos da passagem. Manoel B. Da Motta.

A voz das ruas e o DEBATE SOBRE A CIDADE DA MÚSICA – AGORA CIDADE DAS ARTES

OUTRO DIA VÁRIOS REPORTERES FORAM MOBILIZADOS PARA FALAR DE ALGUNS IMPORTANTES CENTROS CULTURAIS NO MUNDO: O LINCOLN CENTER EM NOVA YORK ERA UM DELES. TRATAVA-SE DE ESTABELECER MODELOS QUE JUSTIFICASSEM O USO MÚLTIPLO DO PRÉDIO CONSTRUIDO NA BARRA PELO ARQUITETO CHRISTIAN DE POTEZEMPARC. AUTOR TAMBÉM EM PARIS DA CIDADE DA MÚSICA. O PROJETO INICIAL E O ARQUITETO COM SEU MODELO PARISIENSE FORAM ESQUECIDOS. TRATA-SE DE ENTERRAR O PROJETO INICIAL. MAS SERÁ POSSÍVEL ESQUECER A CIDADE DA MÚSICA?. È UM LAPSO OU UMA POLÍTICA DELIBERADA DE OCULTAÇÃO.

IGNORA-SE A HISTÓR IA DO PROJETO.

O RIO CONHECE UMA MULTIPLICIDADE DE GRANDES PROJETOS.

OS DE TRANSPORTE ESQUECEM A CONTINUIDADE DO METRO PARA A ZONA OESTE E NORTE. E PIOR NADA É FEITO NO NIVEL FEDERAL E ESTADUAL PARA OS MUNICIPIOS DO GRANDE RIO. APENAS LINHAS RÁPIDAS QUE MATAM PEDESTRES. ENQUANTO ISTO A VELCIDADE MÉDIA DO TRANSPORTE ESTÁ EM 20 KMS.  EM BREVE CHEGARÁ A 10.