Arquivo para outubro de 2012

Pierre Boulez -criador e autor da mais relevante reflexão contemporânea sobre a música

Boulez que nasceu em Montbrison na França em 1925 se notabiliza por seu papel de promotor institucional da criação com o Ircam, de difusor da música contemporânea com o Domaine musical, como regente, como criador do Marteau sans maitre, Explosante fixe…Três improvisações sobre Mallarmé, .Compôs Le soleil des eaux em 1948, com vozes.

Seu ensino  no College de France atravessa a música contemporânea, de Debussy a Stravinsky, de Schoemberg e Berg, a Webbern e Varese.

Arthur Honegger- compositor da ópera Judith , cinco sinfonias e peças de música de câmera

Nasceu na França de uma familia de origem suiça.Estudou no conservatório em Zurich de 1909 a 1011; estudou em seguida no conservatório em Paris.Criou três óperas: Judith, Antigone  e La belle de Moudon. Compôs 5 sinfonias, uma Pastorale d’ été, Rugby. Escreveu três oratórios, KinfG David, Jeanne d’ Arc au bucher. Fez uma para  violino e celo e outra para clarinete e piano.n e compôs três quartetos de corda.Compos para balet, para roteiro de filmes, música popular e um solo para piano Le cahier roman.Manteve uma relação ativa com a cultura suiço- germânica, além de seu pertencimento a França.

Falcões, corujas, águias, harpias no Parque dos Falcões em Itabaiana, Sergipe: o trabalho de Persílio

Pássaros feridos, outros em ameaça de extinção, aves que convivem, se reproduzem e são vistas por crianças e turistas no sopé da  Itabaiana, no Sergipe. Lá estão cerca de 300 aves vistas por cerca de seis mil visitantes por ano. A beleza do voo destes pássaros que não são treinados para a caça.A reportagem da Rede Tv mostrou esta interessante  e admirável experiência.

Tudo começou com o amor de José Percílio por um carcará.

Sérgio Novaes, físico brasileiro, entre outras coisas, fala sobre Boson de Higgs, o imenso instrumento de pesquisa do CERN

No programa de Jô Soares, Sérgio Novaes fala de forma conceitualmente rigorosa sobre alguns aspectos chaves da Física contemporânea. Da relatividade a mecânica quântica, da forma como foi chamada a ” partícula de Deus” , sobre a estrutura física do imenso laboratório que está na Suiça.

Para além do maravilhoso, do fantástico, de todas as modalidades do delírio imaginário. Uma figura madura e rigorosa da ciência brasileira contemporânea.

Reduzir a velocidade dos automóveis, proibi-los nos grandes bulevares é a política de Delanoe prefeito de Paris

Medidas antpoluição que visam os automóveis reduzirão a velocidade no períferico em Paris a 70 km por hora e nos grandes bulevares ela deve chegar a 30 km por hora.Esta política visa as vias secundárias mas deve atingir o IX e o X bulevard.É o encarregado pelo desenvolvimento durável quem fala desta medida que se insere nos objetivos de Bertrand Delanoe.Jacques Boutault, sub- prefeito ecologista do II arrondissement é necessário criar uma vasta zona com circulação limitada a trinta quilômetros no centro da capital.

Reduzir os acidentes e melhorar a qualidade do ar entram em consideração.O objetivo é reduzir a poluição que mata os habitantes.Baixar a velocidade permite reduzir a quantidade de partículas finas.Algumas cidades como Sceaux, Sévres impõem 30 km como limite.O mesmo ocorre em Bougival, Nogent-sur-Marne et Fontenebleau.A trinta km por hora o risco de morte é cinco vezes menor do que a cinquenta.O impacto sobre o consumo dos carburantes chega a 60 por cento.

A avenida Brasil empírica, a imaginária, a simbólica e

É ou não, uma pista que conecta com São Paulo onde circulam caminhões de carga cada vez maiores e pesados transportando Todos os produtos da indústria humana, desde automóveis, barcos a máquinas e peças imensas para a indústria, além de milhares de ônibus e automóveis de todas as origens e procedências.

Uma pista rápida dotada de  passarelas, desvios, elevados, pontes que vai atravessando Bonsucesso , a Penha, Irajá, Guadalupe, a Vila Militar, Realengo, o Batã, Bangu, Vila Kennedy, até o viaduto Oscar Brito, aliás dos cabritos, passando pelo Mendanha, ao lado de moteis, os inevitáveis lugares de passe, top kapki, Salou, Palazzo, Windsor, Oklahoma, Pop, restaurantes mineiros, fábricas de moveis, propaganda de jogo de búzios, complexo penitenciário na vizinhança, assim como grandes favelas. Mas a Avenida Brasil não é a da novela.  O imaginário  dos móteis quer seja L’ amour ou algum nome italiano, americano, turco ou inglês está para além das fronteiras do Brasil.  O grande lixão está em gramacho, em um município vizinho ao Rio de Janeiro. A avenida Brasil é um lugar de passagem hipermoderno que atravessa a estória da remoção das favelas em Vila Kennedy, por perto possui um CIEP inaugurado por François Mitterrand, outro por  Edward Kennedy próximo ao Motel Bariloche, e em Vila Kennedy mesmo está uma estátua da liberdade cópia da que os franceses deram a Nova York.Em Irajá há outro com o nome de um membro do PCB, todos construídos segundo sem contar a mesa seja com iguarias ou com barraquinha de rua  o projeto de Oscar Niemeyer. Na Avenida Brasil onipotente está o fastfood, seja perto do aeroporto ou mais adiante. Mas em alguns lugares se vende frutas, de caqui a melancias e abacaxis. E há mais de um shopping na avenida Brasil, em Jardim Guadalupe e próximo a Irajá. Fábricas de remédio e máquinas de escrever desapareceram, restam as que produzem telhas. E Há Igrejas na Avenida .Brasil, algumas com vitrais, e instalacões do corpo de bombeiros. Em Realengo estão os lugares onde Gil compôs aquele abraço. E há várias fábricas próximo a Campo Grande, lugares onde algumas favelas novas foram destuídas. Na avenida Brasil há um mavião pequeno perto da Superpesa. Vende-se automoveis novos e usados de mil marcas e tipos e muitas peças, além existirem borracharias , oficinas, lanterneiros…

Ali por perto barcos são fabticados assim como há monstruários de móveis e piscinas e estátuas para adornar jardins.

Perto da superpesa, sob as árvores muitos veículos estacionados.um oouco adiante na região industrial. De Campo Grande  instalações da compra fácil que vende pela unternet.

A avenida Brasil me fez pensar mil vezes na estrada de luz de agosto de Faulkner onde como as contas de um fio partido um personagem Lena Grove se desloca.

Ela me faz lembrar também BoomeranG o livro de Michel Butor em que ele fala de sua viagem a Ouro Preto.Na avenida Brasil estão grandes instalações da Marinha, com muita vegetação e espaços para educação física. Como em Realengo há equitação e polo. E outros esportes militares.

É uma experiência muitas vezes repetida circular nesta avenida  de automóvel, e de ônibus onde hoje há muitissimos celulares e antes havia ipods e suas variantes, e se vai não mais de caranguejolas  lentas mas de ônibus com ar condicionado.por vezes a avenida é inundada , por volta da Penha, onde longe se vê a Igreja a noite muito iluminada,  e tudo para.

As favelas, Na verdade foram incendiadas, da noite para o dia, de repente, seja perto da fábrica da Ambev onde antes existiam rebanhos de vacas e bois a que se combinavam a vista das  garças brancas voando que desapareceram em quatro meses substituidos por máquinas imensas e inumeráveis caminhões. E ainda  bem perto da superpesa onde começou a surgir uma favelinha com estrelas vermelhas de sem terra sumiu da noite para o dia queimada.

E a avenida Brasil da ficção combina futebol e sequestro, lixo e assassinato, envenenamento e poligamia, atrizes porno convertidas a preegação religiosa, casais de dois homens e uma mulher, crianças abandonadas, prostitutas, droga, velhos e novos se relacionando, todas as modalidades da sedução. E a insistência na traição.E a onipresença da comida, seja com receitas requintadas, seja com carrinhos de rua .O hiperindividualismo aparece nos novos casais, na convivência do marido com a mulher e um outro companheiro. E surge a exibição do corpo tatuado, marcado,  musculoso..ou as mulheres em que seios,  bocas, pernas e nadegas se mostram, se exibem, são mais do que vistos, tocados, apalpados…Mas a avenida Brasil não é um bairro , um lugar, de uma cidade na era do mundo conectado.É menos e é mais. Não é o mundo da nova classe média. Talvez esta estejja mais em Itanhangá do que neste mítico Divino.É o que esta avenida- uma metáfora do Brasil, é menos . O  Brasil é múltplo em suas paisagens e este contraponto da Vieira Souto, não diz bem o que é Ipanema, nem o subúrbio.Na era da internet o  que aparece na novela onipresente além da comida é o celular. A paternidade aparece na sua dimensão simbólica, mas subvertida, achincalhada por todos os lado.  Visto do bar e restaurante do Cesar onde já parei com Álvaro, Ana Marta, Maria Olga. Ali começa o engarrafamento diário, infinito ali estão os canos azulados que transpotam agua, uma mancha de ferrugem ao lado da ponte. Grandes containers, parece cor azul, na estrada. Gente com bandeira tremulando de bandeira política vem se nuvens no alto da montanha, neste ponto em que não é o monte Lu de que fala François Cheng. Auto- construções de tijolo, ao lado de bananeiras a beira da estrada, ou mais em baixo. Grandcano azul na ponte. Casa futurista de que me falou Carmem, hoje na Ufes.

Já em Seropédica muitas goiabeiras..

Um pouco além da Avenida Brasil , mais  adiante há na região do Guandu, na antiga Rio Paulo, o rio e a ponte a agua que não cessa nunca de passar no rio imóvel. Mas já longe num infinito engarrafamento que não conhece velocidade,E há incontáveis quebra-molas nesta região pitoresca onde há cavalos e carroças e capinzais, como antes há  no horizonte montanhas com floresta e mesmo jaguatiricas e cachoeiras. E nesta área cada vez mais igrejas, mas de confissões reformadas e não se vê marca do catolicismo. No passado os nomes eram indigenas e  havia mesmo um nome como no urubuquaquá no pinhem, mas isto no outro lado numa estrada perto da Michelin.

Na estória da novela há algo inverossimil: que a prisão regenere alguém como o fator C. Neste ponto a tv já mostrou coisas melhores como no personagem feminino da atriz Glória Pires que figurou uma mulher heroica como D. Lindu.

No realismo capitalista de que fala Cacá Diegues não é esta a função da prisão. É de alimentar e produzir a delinquência.

Uma variante brasileira do Fausto – que está para além do homem humano

…ali, protestantes e outras comunidades religiosas eram relativamente marginais devido a forte marca da comunidade católica.Fora das marcas do cultos afro cuja natureza era fortemente excluida a,i naquele meio dominado pela religiosidade catÓlica com forte impacto ainda da contra-reforma, das te reações a revolução francesa e do clima triunfalista pós-syllabus, descobriam-se outras religiões. Contra uma e seus fiéis havia no meio católico orientado pelo neo- fascismo brasileiro havia velada hostilidade: os judeus e seu culto.Inexistiam no entanto sinais muito visiveis contra os quais exercer a intolerância: o adversário mais próximo era mesmo um misto do mundo liberal e. Uma vaga, longinqua, e até onde vai a mimha percepção, ameaça a” socialista”.

De qualquer forma, devo a um certo liberalismo reinante no círculo de meu avô e na formação de meu pai, o meu interesse pela cultura esclarecida e aquilo que mais tarde pode ser minha oposição militante a teoxracia política e suas perigosas formas de submissão absoluta, as quais pude ver funcionar de muito perto.

Esta origem católicz , sem dúvida marcou o inicio de minha formação  e chegou depois de certo tempo a chocar- se com elementos da coisa liberal  presentes no meu mundo familiar.Mais tarde levou a uma séria ruptura com o mundo da filosofia e das ciências pelo qual passei a me interessar e a uma concepção do mundo  herdeira das luzes e que via na crença , na fé  e nos rituais religiosos  senão uma forma de loucura pelo menos algo alienado,  ou neurótico;  menos que humano.Depois de certo ponto portanto, a partir dos dezessete anos, produziu- se uma cesura,  uma mudança na minha personalidade, que tornou impossível o acordo, a aceitação da fé, seja sob a forma do quia absurdum  ou mesmo de uma forma de teologia racional.Não seria nem mesmo atingido pelos ventos da renovação que iriam no fim da década de cinquenta e no Inicio dos anos sessenta a busca da unidade cristã ou uma reconquista do mundo moderno.neste momento no inicio da ação de Roncalli eu já deixara de pensar segundo as regras que regem o cosmos de teológica abóbada.

No espaço da província do Santo Espirito as cidades e as vilas de Acioli, João Neiva , da antiga Guaraná ou Pau. Gigante , estão cercados por um novo Vêneto, Com nomes como Treviso, Alto Bergamo, Nova Venécia com uma Igreja matriz dedicada a São Marcos, com uma pequena igreja consagrada a Madonna dela Salutte  e ao culto também da senhora do Caravaggio, cujas raízes na península não deixam dúvida. O culto a São Marcos e a nossa Senhora da Saúde não deixava dúvida  , deixavam claro mesmo a origem veneziana de parte da comunidade local.. A vida de ST Eduardo deu-se em outro contexto muito mais amplo, nascera no que já era há muito tempo….(1983)

Vozes da música: celebrações de Gil, Caetano, Milton Nascimento

A criação musical no Brasil alcançou no século XX uma posição excepcional: fundindo elementos da música erudita, recorrendo a elementos múltplos da experiência brasileira, da cultura popular, do jazz, do modo brasileiro de ser, utlizando todo tipo de instrumentos, recorrendo a multplicidade brasileira, da cultura do nordeste, a incirporação do samba, do forró, do frevo, do maracatu, utlizando mil e um elementos do folclore, refletindo sobre io impacto da tecnologia, as transformações e o impasses da política, pensando, vivenciando os prazeres, as dores, os gozos da paixão amorosa, é uma verdadeira explosão criativa que se manifesta na obra de seus criadores, poetas, letristas, musicistas, compositores. Alguns deles completaram recentemete 70 anos como Gilberto Gil, Caetano Velozo, milton Nascimento.

Uma exposição muito original com obras de artistas celebra Gil nos Correios com artistas que reinterpretam sua obra. Uma sequência de cds  de  Gil, Caetano e Milton celebra a obra em distribuição nacional.

O sujeito humano para Hume

Percepções

o que são?

O sabor de uma maçã, a idéia de um triângulo,

A justiça e a raiva, Manoel, João, Espírito Santo, Amor?

Idéia, o que é, quando não está presente sobre o que refletimos.

Liberdade da imaginação.

Do rouxinol e  seu canto, da dama terrível a beira do lago, do outro pássaro que não canta.

Carnavalização da política : a escolha do nome como índice. De zoi de gato a bebezão.

De tia Maria