Arquivo para fevereiro de 2011

Significado dos 906 mortos na Serra- Petrópolis, Teresópolis e principalmente Friburgo e dos 400 desaparecidos.UM LIMITE HISTÓRICO DA BIO-SEGURANÇA ECOLÓGICA FOI ULTRAPASSADO.

HÁ UMA NOVA RELAÇÃO DAS POPULAÇÕES HUMANAS, DO IMENSO DISPOSITIVO ECÕNOMICO E CIENTÍFICO TÉCNICO EM QUE VIVEMOS AQUI NO SUDESTE COM O ECO-SISTEMA GLOBAL NO BRASIL.  UMA TROMBA D´AGUA QUE UM HABITANTE SOBREVIVENTE DIZ QUE SÓ SE REPETIRÁ EM MIL ANOS SE ABATEU SOBRE UMA REGIÃO QUE ESTÁ A UMA HORA DO CENTRO DO RIO OU DA ZONA SUL.  UM LIMITE FOI ULTRAPASSADO E QUE COM CERTEZA DE NOVAS FORMAS VAI MOSTRAR A SUA FACE. O QUE NOS ESPERA AGORA.

Incêndio no sambódromo.Repensar a Cidade do Samba. Porque não como o Sambódromo muitissimo bem feito por Niemeyer. Incêndio no passado no MAM. Outros incêndios nos barracôes das Escolas.

A cidade do samba tem que funcionar regulada por computadores: para a circulação de gente, para a temperatura, a humidade, a produção dos ítens. Tem que tornar-se um dispositivo pensante, vivo como o Museu de Bilbao, o Mac. O Rio merece. Senão veremos repetir-se a tragédia. O sambódromo foi uma inovação que revolucionou a maneira de ver o carnaval. è uma obra que foi  modelo para outros em todos os estados do Brasil , inclusive para o bumbódromo em Manaus. Algo que honra a cidade, o povo e o Brasil. O trabalho de produção dos ítens do carnaval merecia uma obra com um controle realmente científico e artístico da altura do sambódromo. O melhor autor seria o próprio NIemeyer. De qualquer forma é preciso mudar o modo de produzir o samba, sem risco de incêndio, ameaça que paira sempre  nesta atividade. Produção de carros e fantasias, o trabalho das Escolas merece um tratamento igual ao do Desfile. A produção deve ser como um Museu hipermoderno do samba. É o que o gênio de Niemeyer ou de um Gehry ou Calatrava ou Nouvel ou Portzamparc podem fazer. Há a cidade da Música. Porque a cidade do samba não pode ter tratamento igual. Pode-se dizer que já existe um dispositivo urbano recente, feito em 2003. A dimensão da tragédia mostra que a insegurança é alta. E a arte popular merece algo de nível mais alto. Os prefeitos e governadores que só funcionam no nível do mega deveriam pensar nisto. É verdade que Copa e Olímpiada reclamam atenção em ítens importantes como estádios, centros esportivos, transporte, hotéis. Mas incêndios sucessivos na cidade são um índice grave de insegurança…. E não adianta fecharem os olhos ou como na chuva acusarem o clima. Nada mais ridículo e irresponsável ver o prefeito de São Paulo diante das chuvas referir-se aos índices de chuva que ultrapassaram todas as previsões….È que fora a demagogia ou o cinismo não há responsabilidade efeitiva….

872 mortos. Enquanto as cidades tentam retornar a suas atividades cotidianas a dimensão da tragédia é abandonada pelos meios de comunicação.

è preciso retomar o trabalho. tornar atrativos os bens produzidos pela região da Serr. è possível em prazo curto retomar o turismo, a atividade hoteleira. Difícil.

Mas é preciso não esquecer os desaparecidos. Quem são.

E mais ainda reprensar tudo. A relação com a ecologia, a segurança. Drenagem, rios, floresta. O modo de vida nas enconstas. Um sistema de morar que tem que ser completamente repensado.

Há um novo nível da relação com o meio ambiente em que o aquecimento global, ventos, chuvas, humidade, a atmosfera foram e estão em acelerada mutação. O meio ambiente toma a figura de catástrofes anunciadas.