Arquivo para abril de 2010

Crise mundial no tráfego aéreo: vulcão islandês perturba os céus da Europa e atinge a todos

A tsunami na Ásia, o tufão Katrina que atingiu New Orleans, os terremotos que atingiram  o Haiti, a China, mostram a necessidade de uma governança global para responder a estes fenômenos e catástrofes da natureza.

A cinza vulcânica não é o arco-iris

Ela perturba um mundo governado até certo ponto pelo discurso e aparelhos criados pela ciência. Milhões de pessoas paralisadas é um cenário que não se via desde o 11 de setembro, fenômeno que marcara de forma cortan

te o inicio do século XXI. Talvez cerca de cem mil voos tenham sido suspensos nestes dias. . Imensa quantidade de gente retida fora de seus países: os franceses são cerca de 150 mil segundo o Le Monde.

O Congresso da Associação Mundial de Psicanálise a ser realizado em Paris entre os dias 25 e 30 de Abril está ameaçado por   causa de todos os latino-americanos que não podem chegar a capital da França, hoje capital mundial da psicanálise, cujo espaço aéreo se encontra fechado. Mais de vinte paises tiveram seu espaço aéreo total ou parcialmente fechado. Algumas zonas foram polpadas. Portugal totalmente e parte da peninsula Ibérica. O sul da Europa na verdade escapa em parte a esta verdadeira catástrofe aérea. A parada é preventiva porque até agora não houve nenhum acidente. Mas o medo imobiliza muita gente. Colegas choraram por não poderem ir para o Congresso da AMP nem de férias. Há quem pense que é pouco ou que é preciso guardas as ´lágrimas para algo mais sério. Talvez. Mas perdas maiores resultaram desta paralisia global e que vão aparecer mais tarde.

Quanto a Islandia e seus vulcões, ativos ou extintos ela nos faz lembrar a imaginação do século XIX com Júlio Verne  e sua viagem ao centro da terra.  . A ciência que fazia sonhar como escreveu Michel Serres.

O  extinto lugar de uma viagem é o lugar de uma linterpretaçao de texto.

“O primeiro logogrifo aparece no birô de Lindenbroeck, ele indica

o caminho do centro da Terra.”

Mas a Islândia é para Verne o lugar do vulcão extinto, “frio, morto

dos gelos da Islândia. O ativo de hoje atinge os céus do mundo .

Na narrativa de Verne ele vai ” pela tempestade interna através das camadas  fosséis, o caminho é labirinto, perde-se aí,é necessário um predecessor para Telêmanco”….

Mas há em Verne o outro lado do vulcão, este ativo que é o lado do vulcão italiana , o lado Stromboli, ‘” Erupção, chaminé, desde que o núcleo das energias  foi descoberto no forno central, e é seguido pela linha fulminante da maior ascenção, Saknussen o pai esquecido, como o fio de Ariadne, e a narrativa é suspensa.

Se o século XIX sonhava com vulcões para explorar a terra, bastam hoje suas cinzas para perturbar a aventura humana de controle dos ares, que cobre todos continentes e todas as alturas.

Quem diria, as cinzas e um vulcão da Islandia, em silêncio desde o

começo do século XIX…

E o transporte aéreo tem que recorrer a foguetes e voar a uma altura superior. Aqui no Rio Sérgio Bernardes fez o projeto para um aeroporto hipersÕnico com vôos verticais…

Mas é o momento, como lembra Eric Laurent em que o governo Obama

 congela os créditos para a NASA.

Voltemos a mais uma referência do século XIX, do ZARATUSTRA de

Nietzsche: ” Há uma ilha no mar – não longe das ilhas Bem-aventuradas – de  -Zaratustra- onde um vulcão fuma perpetualmente. O povo e

sobretudo as mulheres idosas do povo dizem desta ilha que ela est

está como que situada como uma rocha diante da porta do infenro

; mas o caminho estreito que desce a esta porta atravessa ele-próprio

o vulcão. Aqui o vulcão conduz ao Inferno, é uma imagem dantesca.

É um tema de Empédocles, onde, com acento paranoico, neste caso o vulcão desperta para o fim do mundo.

Fala-se todo o tempo todo em caos aéreo. Mas não é o fim e este vulcão como os astros não fala.

Cientistas, políticos, empresários tem que enfrentar seus efeitos.

E nós passageiros com bilhete comprado, esperando o Congresso, esperamos que  ele se acalme.

Enquanto isto fechados os céus da Rússia, países bálticos, países baixos, Alemanha, Polônia, Grã-BRETANHA, II

Irlanda…

DILÚVIO CARIOCA: 55 MORTOS NO RIO; 105 EM NITEROI E MAIS OS CERCA DE 200 SOTERRADOS DO MORRO DO BUMBA.SEROPÉDICA INUNDADA PELO GUANDU

A face da natureza com esta estação de inundações revela a necessidade de uma intervenção nova dos poderes públicos. O GRAVE, ANTIGO E NUNCA RESOLVIDO OU SEQUER  COLOCADO PROBLEMA DA HABITAÇÃO PARA A POPULAÇÃO TEM QUE SER FINALMENTE OBJETO DE POLÍTICA PÚBLICA PRIORITÁRIA.ARTICULADO NATURALMENTE AO SANEAMENTO BÁSICO.

NÃO SE TRATA DE SITUAÇÃO IRREGULAR APENAS QUE DESRESPEITA NORMAS DE SEGURANÇA OU DE UMA TOLERÃNCIA IRRESPONSÁVEL FRENTE AO RISCO. MAS DE UMA CARÊNCIA – A PRINCIPAL DO POVO BRASILEIRO- DE HABITAÇÃO PURA E SIMPLESMENTE.

O governo LULA deu uma atenção renovada as favelas. Mas a tragédia atual exige que se faça mais.

É como o a Haiti para a comunidade internacional. A serem verdadeiras as previsões dos soterrados em NIteroi, apenas nesta cidade há mais de300 mortos. É uma catástrofe em termos de vidas é maior que a das vítimas do tsunami no Chile.

TRAGÉDIA DE NITEROI; SERIAM CERCA DE 200 PESSOAS SOTERRADAS NO DESLIZAMENTO DO LIXÃO.

Com todas as mortes do grande Rio a catástrofe teria

custado a vida de mais de 350 pessoas.

NITERÓI; 79 MORTES COM DESLIZAMENTOS PÓS-ENCHENTE

A tragédia no grande Rio é maior em Niterói onde 79 mortes já foram registradas. Hoje quarta feira grande deslizamento no morro do Bumba.

O discurso de Péricles : as virtudes de Atenas

Quais as virtudes desejaveis para um povo. Atenas cidade em guerra, ao celebrar os funerais as custas do Estado das primeiras vítimas da guerra do Peloponeso ouviu – na verdade lemos o texto que é de Tucídedes, nos capítulos XXXV-XLVI de seu livro- as palavras de Péricles sobre as virtudes dos Atenienses:

” A maioria dos que antes de mim tomaram a palavra referiram-se ao mérito do legislador por ter acrescentado aos funerais previstos pela lei a oração fúnebre em honra dos guerreiros mortos na guerra. Para mim, eu teria pensado que a homens cujo valor se manifestou por fatos, bastaria que lhes fosse concedida, por feitos igualmente, honras tais como a república lhes concedeu ser expostas, sob seus olhos; e que a virtude de tantos guerreiros não devessem pela habilidade maior ou menor de um orador para encontrar maior ou menor.É dificil falar como convém, numa circunstância onde a verdade é tão difícil de estabelecer nos espíritos. O auditor informado e benevolente é tentado a acreditar que o elogio é insuficiente levando-se em conta o que ele deseja e o que ele sabe; o que não tem experiência será tentado a acreditar, levado pela inveja, que existe exagero no que ultrapassa sua própria natureza. Os louvores dirigidos a outros são apenas suportáveis se acreditamos que nós mesmos capazes de realizar nós próprios as mesmas ações. O que nos ultrapassa excita a inveja e por outro lado a desconfiança. Mas já que nossos ancestrais  julgaram excelente este costume, eu devo, também eu, submeter-me a ele e tratar de satisfazer da melhor maneira ao desejo e ao sentimento de cada um de vocês.

XXXVI- Começarei por nossos ancestrais. Porque é justo e equitável, em tais circunstâncias, homenageá-los com uma lembrança.Esta região em que sem interrupção foi habitada,  por gente da mesma raça, passou de mão em mão até hoje, salvaguardando graças a seu valor sua liberdade.Eles merecem elogios;mas nossos pais merecem mais ainda. A herança que receberam acrescentaram e nos legaram , com o preço de mil labores, a potência que possuimos. Nós a aumentamos, nós que ainda vivemos e que chegamos a plena maturidade.Fomos nós que colocamos a cidade em condições de auto-suficiência em tudo na guerra como na paz.

Os feitos militares que nos permitiram adquirir estas vantagens, o ardor com o qual nós próprios ou nossos pais afastamos os ataques dos bárbaros ou dos Gregos, não pretendo deter-me nisto, vocês todos os conhecem, também eu os passarei em silêncio.Mas a formação que nos permitiu chegar a este resultado, a natureza das instituições políticas e dos costumes que nos valeram  estas vantagens, eis o que eu lhes mostrarei primeiro; continuarei pelo elogio de nossos mortos, porque estimo que nas circunstâncias presentes tal assunto é atual e que toda a multidão dos cidadãos e dos estrangeiros pode dele tirar grande proveito.

SEQUÊNCIA BRASILEIRA

U paralelo com o Brasil nos levaria a ver que nossa terra foi primeiro habitada por indígenas a que depois de quinhentos anos foi sucedida pelos portugueses que trouxeram africanos. Depois do século XIX para cá vieram muitos europeus, italianos, espanhois, alemães,poloneses e depois gente do oriente médio libaneses e depois japoneses. Em fim um melting pot bem particular. Primeiro colonizados e depois pais independente

DILÚVIO SOBRE O RIO ; OS MORTOS SE APROXIMAM DE 150.

O brasil precisa se dotar de satélites para a previsão climática e integrar os sistemas no plano nacional de detecção e transmissão de informações para antecipar medidas faces a enchentes desta escala cada vez mais comuns.

As prefeituras tem que dar uma atençaão aumentada a habitação popular. Regular a construção em encostas. Investir em saneamento, nos sistemas de esgoto numa escala muito mais ampla. O problema é de São Paulo mas é também do Rio e pelo visto nacional.

Niteroi talvez com mais morros que o Rio registrou o maior número de acidentes com  mortes, mais de setenta.

DILÚVIO SOBRE O RIO DE JANEIRO: CERCA DE 100 MORTOS EM DESABAMENTOS, CORRENTEZAS.

O grande RIO  encontra-se sob ação torrencial das águas que na região metropolitana já fez cerca de 100 mortos. Desabamentos em Santa Tereza, no BOREL, ameaças em Botafogo. A fúria da água invadeu o Museu do Pontal criado por Jacques van de Beucq. No Humaitá um rio flui nas ruas. Em Copacabana ruas alagadas, garagens e lojas atingidas. Amanhã ao que parece prossegue a chuva. Nâo é apenas a capital paulista que é alvo dos temporais. O RIO com seus morros é uma vítima  privilegiada dos temporais.

Chuvas torrenciais: Praça da Bandeira mais uma vez inundada. Quando uma solução, perguntamos.79 mortos pelo menos`.Alguns dias de guerra matam menos. Urgência! Urgência!

Há dez anos não há chuva tão forte. Quantas vezes neste verão esta fórmula foi usada pelos meios de comunicação, pergunto. Sai ontem as 2015 para ir para Botafogo para assistir ao debate sobre a conversação de São Paulo . Voltei da rua Conde de Irajá onde muita agua se acumulava depois de telefonema de Natalina Santos, a secretária de que a atividade fora suspensa. A rua que leva ao túnel velho tornara-se um rio caudaloso que o taxi atravessou com dificuldade. A rua Tonelero em Copacabana estava com uma enorme massa d´agua nas proximidades da estação do Metrô Siqueira Campos. De noite noticias de mortes em barracos na Zona norte.Mortes no Borel, Turano, Alemão. É uma prova da falência das administrações federal estadual e municipal quanto ao problema das favelas. Algo vem sendo feito pelo governo Lula em morros como dona Marta e Alemão.O problema nacional número um é o da moradia popular, com saneamento e urbanização civilizado para a população.

Aprefeitura decretou ponto facultativo no Rio.A cidade praticamente parou. Aqui no último andar a aguapinga do teto na sala e no escritório. A cidade parou. A garagem foi inundada e lojas baixas da avenida Copacabana com a Casa Cruz também. Uma casa da Marinha foi atingida por uma pedra. Acusam as ocupações irregulares , mas é muito mais sério do que isto.